Conheci um ser que nada faz
E se recusa a qualquer atividade,
Apenas senta, levanta, leva e traz
As suas mãos vazias de saudade;
Só escuta o fluir do tempo mudo,
E se come é por necessidade
Para poder permanecer na vacuidade
De uma vida perfeita e sem estudo.
Perguntei-lhe de imediato: "Quem sois vós?
Como podeis viver sem fazer nada?
Sois uma alma viva ou só penada?"
E ele respondeu: "Sou um poeta,
Não qualquer, sou a síntese sem voz
Do que querias ser, ó Alma inquieta!"
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28/07/2020
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